Da Amazônia para Belém

O projeto abordou as principais cadeias de alimentos agroecológicos na região de Belém e, em conjunto com organizações locais, cocriou diretrizes para a comercialização justa e transparente desses alimentos, além de uma plataforma com organizações produtoras do estado do Pará com potencial de fornecimento para a COP30.
Foi realizado pelos Institutos Fronteiras do Desenvolvimento e Regenera, com apoio do Instituto Clima e Sociedade (iCS). 

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No projeto Da Amazônia para Belém, Apoiamos a ampliação da produção e do consumo de alimentos saudáveis e sustentáveis, como os agroecológicos e orgânicos, por meio do fortalecimento do elo da comercialização. Com o apoio do iCS (Instituto Clima e Sociedade) e em parceria com o Instituto Regenera, desenvolvemos o projeto ao longo de três etapas, cada uma delas com duração de 12 meses.

Nossas publicações

Primeira Etapa (2020 - 2021)

Identificamos os principais desafios e oportunidades do território relacionados à transição de sistemas agroalimentares e, em conjunto com organizações locais de Belém, cocriamos diretrizes para a comercialização justa e transparente desses alimentos, com o objetivo de valorizar práticas produtivas que combatem a crise climática e apoiam a agricultura familiar e as comunidades tradicionais. Nesta fase, elaboramos duas publicações.

Para saber mais sobre o projeto, visite o Hotsite:
www.amazoniaparabelem.org.br
Nossas publicações

Segunda Etapa (2022 - 2023)

Nesta segunda etapa do projeto Da Amazônia para Belém, implementamos junto a quatro organizações locais as diretrizes para a comercialização justa e transparente de alimentos agroecológicos, em um formato de Laboratório.

O Laboratório foi estruturado em seis módulos, com temas de gestão, governança e comunicação. Em cada módulo foi desenvolvido um projeto prático para atender a uma necessidade da organização relacionada ao tema.

Além disso, elaboramos uma metodologia para avaliar o nível de maturidade das organizações em relação às seis dimensões do comércio justo. Essa metodologia foi aplicada junto ao grupo de organizações no início do projeto e novamente ao final do Laboratório.

Terceira Etapa (2024 - 2025)

Com o anúncio da realização da Conferência do Clima da ONU (COP30) em Belém em 2025, empreendemos esforços para garantir que a alimentação oferecida às delegações e participantes de todo o mundo fosse de produção local, agroecológica e da sociobiodiversidade amazônica.

Os objetivos desta terceira etapa do projeto Da Amazônia para Belém foram gerar oportunidade de mercado para a agricultura familiar local, provar que existe produção suficiente para abastecer grandes quantidades de pessoas, e conferir visibilidade a modelos sustentáveis de produção de alimentos. 

Com isso, buscamos explicitar os nexos entre a alimentação oferecida, quem são seus produtores, quais são as comunidades beneficiadas, e quais as externalidades positivas desses alimentos para a saúde de quem os consome, para o bem viver de quem os produz, e para os desafios de adaptação e mitigação das mudanças climáticas.

No âmbito do projeto, as atividades se concentraram em duas frentes: a articulação com o Governo Federal e elos da sociedade civil para assegurar que essa demanda fosse contemplada na realização do evento, e o mapeamento e qualificação de cooperativas, associações, movimentos sociais e redes de produtores aptos a fornecer para a COP30, consolidadas em um banco de dados público.

Veja também

O projeto Rede Sustentável, que contou com o apoio da PPA (Plataforma Parceiros pela Amazônia), fortaleceu a agricultura familiar no sudeste do Pará, conectando produtores a mercados privados e institucionais. O projeto também promoveu a inclusão produtiva de jovens e mulheres por meio de capacitações e novas alianças comerciais.

O IFD Map é uma plataforma digital, fruto da parceria entre o Instituto Fronteiras do Desenvolvimento (IFD) e a ERM Foundation. A plataforma nasceu da necessidade de tornar visível e conectar quem produz, quem comercializa e quem apoia a agricultura familiar no território de Dom Eliseu, no sudeste do Pará.

O Frutas Nativas apoiou a conservação da Mata Atlântica, no trecho do Vale do Paraíba, por meio da inserção das frutas nativas no cardápio escolar da rede pública do Estado de São Paulo. Realizado em conjunto com cinco municípios do Estado de São Paulo, o projeto promoveu troca de conhecimentos e produziu uma publicação para estimular a adoção das frutas nativas no PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar). Foi apoiado pela TNC Brasil e realizado em parceria com os Institutos Fauser, Instituto Regenera e Mombora.


O projeto foi desenvolvido no período de outubro a dezembro de 2020 e contemplou o desenho, facilitação e síntese de diálogos multistakeholder para subsidiar a estratégia de advocacy da Natura, no contexto do compromisso da empresa com o desmatamento zero na Amazônia.